Leïla Shahid (1949-2026)

19.02.2026

Mais tarde, em 1982 visitou os campos de Sabra e Chatila, depois do massacre, com o escritor Jean Genet, seu amigo de longa data. É a ela que Genet dedicará Quatre heures à Chatila. Representou a Palestina na França e na Europa entre 1989 e 2015, e continuou, com um grupo de intelectuais, universitários e cineastas, a defesa dessa causa.

Em 2019, Leïla Shahid participou no LEFFEST, no programa especial dedicado à Palestina e que celebrava a sua arte e os seus artistas. Como disse na altura numa entrevista a Isabel Lucas no jornal Público, " a melhor contribuição para a causa palestiniana [...] é cultural e artística, porque humaniza os palestinianos. Eles foram desumanizados. Quantas pessoas na Europa sabem quem são, com o que sonham, como fazem música, como fazem filmes? Muito poucas, excepto as que estiveram na Palestina ou nos territórios ocupados, ou nos campos de refugiados no Líbano, na Síria e na Jordânia". Com os realizadores Simone Bitton e Avi Mograbi, e o intelectual e escritor Elias Sanbar participou na conversa "Mémoires de Palestine", e conversou com Simone Bitton a propósito do seu filme Mur.